Restauração da Mata da Pedreira: Desenvolvimento de métodos de manejo para a ampliação da conservação da biodiversidade e da geração de serviços ambientais em fragmentos florestais degradados

Dados Gerais

Localização
Piracicaba-SP – campus “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo. Trata-se de um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual com 14 ha, o maior da ESALQ, que sofreu inúmeros distúrbios antrópicos, com destaque para um grande incêndio ocorrido em 1981. Tais distúrbios criaram no fragmento um mosaico de áreas em diferentes níveis de degradação, predominando no geral espécies arbóreas pioneiras e lianas hiperabundantes.
Início
2011
Equipe
Prof. Pedro Brancalion, Prof. Edson Vidal, Mestrando Ricardo Gomes César, Mestranda Vanessa Jó Girão, Mestrando Felipe Mello (LASTROP), Profa Kátia Maria P. M. B. Ferraz, Prof. José Leonardo Gonçalves e Prof. Ciro Righi (LCF/ESALQ), Prof. Ricardo Viani (UFSCar)
Apoio
CNPq e FAPESP

Objetivo

Desenvolver métodos de manejo e criar unidades demonstrativas e de pesquisa permanente para a restauração de fragmentos florestais degradados visando ampliar a conservação da biodiversidade e a geração de serviços ambientais. De forma particular, essa pesquisa investigará como o manejo de lianas hiperabundantes, que tendem a dominar fragmentos florestais após incêndios e/ou sob forte efeito de borda, favorece a sucessão secundária. Acredita-se que o controle das lianas em desequilíbrio seja essencial para restabelecer a regeneração da floresta e, assim, melhor sua estrutura e potencial em reter biodiversidade.

Descrição do experimento

Foram instaladas ao todo 35 parcelas permanentes, 30 em floresta degradada e 5 em floresta pouco degradada. O delineamento de blocos ao acaso foi adotado para as 30 parcelas em floresta degradada, divididas em dez blocos de 3 parcelas, com os seguintes tratamentos (MP - manejo de lianas e plantio de reconstituição do dossel; M - manejo de lianas sem o plantio de espécies arbóreas; C –controle). O manejo de lianas foi realizado cortando todos os indivíduos de trepadeiras a um metro de altura dentro da parcela. As cinco parcelas restantes foram instaladas em áreas menos degradadas da floresta como referência. As parcelas são circulares com raio de 10 m, sinalizadas por um marco de concreto no centro.

Avaliações em Andamento

1) densidade, biomassa e crescimento de lianas no dossel e na regeneração;

2) banco de sementes, chuva de sementes, comunidade regenerante e do dossel de parcelas com e sem manejo de lianas;

3) incremento de espécies, indivíduos e área basal na comunidade regenerante e do dossel após o manejo de lianas; e

4) germinação de sementes e mortalidade e crescimento de plântulas em parcelas com e sem manejo de lianas.
 

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