Modelos de silvicultura de espécies nativas para a viabilização econômica da restauração florestal no Norte do Espírito Santo

Dados Gerais

Localização
Aracruz-ES. Trata-se de uma área de propriedade da empresa Fibria que anteriormente era usada para a produção de eucalipto.
Início
2011
Equipe
Prof. Pedro Brancalion (LASTROP), Prof. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF/ESALQ), Dr. André Nave (BioFlora) e Eng. Ftal. Roberto Mediato (Fibria)
Apoio
Fibria, CNPq, FAPESP, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Instituto Internacional para a Sustentabilidade

Objetivo

Desenvolver e testar modelos de silvicultura de espécies nativas, focados no uso de eucalipto como espécie “pioneira comercial” e de nativas diversas como madeira nobre média e final, para a viabilização econômica da restauração florestal no Baixo Sul da Bahia. Buscamos com esse trabalho avaliar se a redução de custos resultante do uso do eucalipto (mudas mais baratas e sombreamento do solo mais rápido, reduzindo custos de manutenção) e o retorno da exploração de sua madeira permitem cobrir os custos de plantios de restauração da Reserva Legal e de áreas de baixa aptidão agrícola, para posterior aproveitamento de madeiras nativas nobres em linhas simples e duplas, dependendo do que for mais vantajoso do ponto de vista silvicultural. Complementarmente, avaliamos se o uso do eucalipto é mais viável, do ponto de vista silvicultural (colheita e crescimento do eucalipto) e ecológico (crescimento das nativas plantadas, regeneração natural e cobertura de gramíneas invasoras), em linhas simples ou duplas.

Descrição do Experimento

Foram testados 8 modelos: apenas espécies nativas para madeira inicial, média e final (1); nativas de madeira média intercaladas com nativas de madeira final e eucalipto como “pioneira comercial” para celulose (2) e serraria (3); faixas de nativas de madeira média e de madeira final, intercaladas com eucalipto como “pioneira comercial” para celulose (4) e serraria (5); plantio de restauração tradicional (organizadas em recobrimento e diversidade, como “testemunha ecológica” para comparar os impactos da exploração das espécies comerciais na restauração da área) (6) e eucalipto em plantio puro para celulose (7) e serraria (8). Foi adotado o delineamento experimental em blocos casualizados, com 5 tratamentos e 6 repetições por tratamento (30 parcelas experimentais – 6 blocos). Cada parcela experimental foi composta por 8 linhas de plantio contendo 10 indivíduos cada (80 indivíduos por parcela), circundada em todas as suas extremidades por uma faixa de bordadura composta por uma linha de plantio do grupo de madeira seguinte. O espaçamento foi 3 x 3 m no plantio das mudas, tanto de nativas como de eucalipto, e os tratamentos silviculturais seguiram as recomendações de eucalipto.

Avaliações em Andamento

Custos, crescimento diamétrico, número de bifurcações, cobertura do dossel, cobertura de gramíneas

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