Modelos de silvicultura de espécies nativas para a viabilização econômica da restauração florestal no Extremo Sul da Bahia

Dados Gerais

Localização
Mucuri-BA. Trata-se de uma área de propriedade da empresa Suzano Papel e Celulose que anteriormente era usada para a produção de eucalipto.
Início
2012
Equipe
Prof. Pedro Brancalion (LASTROP), Prof. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF/ESALQ) e Dr. André Nave (BioFlora)
Apoio
CNPq, FAPESP, Suzano Papel e Celulose, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Instituto Internacional para a Sustentabilidade

Objetivo

Desenvolver e testar modelos de silvicultura de espécies nativas, focados no uso de eucalipto, aroeirinha (Schinus terebinthifolius), guapuruvu (Schizolobium parahyba) e cajá (Spondias mombim) como espécies “pioneiras comerciais” e de nativas diversas como madeira nobre, para a viabilização econômica da restauração florestal no Extremo Sul da Bahia. Buscamos com esse trabalho avaliar se o retorno da exploração de madeira ou frutos permite cobrir os custos de plantios de restauração da Reserva Legal e de áreas de baixa aptidão agrícola, bem como dar lucro aos produtores por meio da exploração posterior de madeiras nativas nobres.

Descrição do Experimento

Foram testados 12 modelos: espécies nativas para madeira média e final, e como “pioneira comercial” eucalipto para celulose (1) e serraria (2), aroeirinha (3), cajá (4), guapuruvu (5) e nativas mistas de madeira inicial (6); espécies nativas sem exploração futura (organizadas em recobrimento e diversidade) e como “pioneira comercial” eucalipto para celulose (7) e serraria (8); apenas madeiras nativas médias e finais (9), e nativas iniciais, médias e finais adensadas para posterior desbaste (10); plantio de restauração tradicional (organizadas em recobrimento e diversidade, como “testemunha ecológica” para comparar os impactos da exploração das espécies comerciais na restauração da área) (11) e eucalipto em plantio puro (12). Foi adotado o delineamento experimental em blocos casualizados, com 12 tratamentos e 4 repetições por tratamento (48 parcelas experimentais – 4 blocos), totalizando 10,34 ha. Cada parcela experimental será composta por 8 linhas de plantio contendo 30 indivíduos cada (240 indivíduos por parcela), e será circundada em todas as suas extremidades por uma faixa de bordadura composta por duas linhas de plantio. O espaçamento foi 3 x 3 m no plantio das mudas, sempre plantadas em linhas duplas para cada grupo de espécies, tanto de nativas como de eucalipto, e os tratamentos silviculturais seguiram as recomendações de eucalipto.

Avaliações em Andamento

Custos, crescimento diamétrico, número de bifurcações, produção de frutos, cobertura do dossel, cobertura de gramíneas.

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