Manejo com redução de impacto é capaz de promover recuperação de floresta e estocar carbono. Pesquisa realizada por 30 anos na Amazônia traz evidências de que boas práticas na exploração de madeira aumentam a biomassa acima do solo e podem contribuir para mitigar mudanças climáticas

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Publicado em 25 de Fevereiro de 2026.

A adoção de técnicas de manejo com redução de impacto na exploração de madeira é capaz de promover a recuperação de florestas tropicais, como a Amazônia, e estocar carbono a longo prazo, mantendo biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

Pesquisa publicada no Journal of Environmental Management traz evidências de que essas boas práticas aumentam a biomassa acima do solo, ao contrário da exploração convencional. Reforça, assim, o papel do chamado manejo florestal com exploração de impacto reduzido (MF-EIR) como uma estratégia eficaz para conciliar a produção de madeira, a conservação da floresta e a mitigação das mudanças climáticas.

O estudo foi realizado entre 1993 e 2023 em uma fazenda próxima ao município de Paragominas, no Estado do Pará, que tem uma área destinada a experimentos científicos, especialmente ligados à silvicultura e ao manejo de florestas tropicais.

Nesse período de 30 anos, os diâmetros das árvores foram medidos 12 vezes em dois sistemas de manejo – MF-EIR e convencional, além de uma parcela de controle não explorada. O estoque de biomassa foi estimado para a floresta toda; para áreas de espécies exploradas; com potencial de exploração e espécies sem valor madeireiro.

“Esse acompanhamento por 30 anos traz resultados práticos inéditos e reafirma a importância de inserir o manejo florestal em discussões de mitigação das mudanças climáticas. Mostramos que o manejo de impacto reduzido consegue recuperar claramente a biomassa e, consequentemente, o sequestro de carbono. Com isso, os resultados podem ajudar na criação de metodologias para pagamento por serviços ecossistêmicos, como mercado de carbono, vindos dessas áreas e contribuir para a atualização da legislação de manejo sustentável em florestas tropicais”, avalia o coordenador da pesquisa, Edson Vidal, do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Ele é um dos coordenadores do Laboratório de Silvicultura Tropical (Lastrop) da Esalq.

 

Leia na íntegra: https://agencia.fapesp.br/manejo-com-reducao-de-impacto-e-capaz-de-promover-recuperacao-de-floresta-e-estocar-carbono/57140

 

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