Enriquecimento de florestas residuais com espécies madeireiras e frutíferas nativas para viabilizar economicamente a restauração de fragmentos florestais degradados na Amazônia Oriental

Dados Gerais

Localização
Paragominas-PA – 13 propriedades rurais ocupadas principalmente por pecuária, mas também por plantações de soja e eucalipto. Em cada propriedade, foram escolhidos remanescentes que já passaram por vários planos de manejo para a extração predatória de madeira, que levou à degradação estrutural da floresta e ao esgotamento do estoque de espécies madeireiras valiosas, constituindo as chamadas “matas residuais”.
Início
2011
Equipe
Prof. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF/ESALQ), Prof. Pedro Brancalion e Prof. Edson Vidal (LASTROP), Dr. André Nave (BioFlora), Dr. Wilson Marcelo da Silva (NBL)
Apoio
CNPq, FAPESP, Fundo Vale, TNC, USAID e Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas

Objetivo

Avaliar a viabilidade econômica e ecológica do uso de plantios de enriquecimento de espécies madeireiras e frutíferas como forma de viabilizar a restauração de fragmentos florestais degradados na Amazônia Oriental. Boa parte da cobertura florestal remanescente de Paragominas é constituída de matas residuais e, embora os proprietários rurais sejam obrigados a manter essas florestas como Reserva Legal, elas continuam sendo degradadas em função da falta de estímulos econômicos para protegê-las contra fatores de distúrbios, já que elas não mais possuem estoques comerciais de madeira. Assim, o enriquecimento com espécies madeireiras e frutíferas pode devolver o valor econômico dessas matas e estimular sua devida proteção pelos proprietários rurais, permitindo a continuidade da sucessão secundária e, por fim, a conservação pelo uso.

Descrição do Experimento

Os plantios de enriquecimento foram testados em matas residuais com dossel mais aberto e mais fechado, adotando-se um conjunto específico de espécies para cada tipo de floresta. Foram implantadas parcelas de 200 x 200 m (4 ha), contendo 1 espécie por parcela, bem como foram sempre mantidas parcelas controle (sem plantios de enriquecimento) para avaliação dos potenciais impactos do plantio, manutenção e colheita. As espécies madeireiras foram plantadas em espaçamento 8 x 8 m e as espécies frutíferas em espaçamento 4 x 8 m. As faixas de enriquecimento foram abertas com 2 metros de largura na floresta, a cada 8 m, em sentido leste-oeste. Nessas faixas, foi realizado um desbaste de liberação de copas, com base no corte de toda árvore indesejada presente na faixa. Foram implantadas até o momento 90 parcelas experimentais, totalizando 360 ha e 1.800 km lineares de enriquecimento.

Avaliações em Andamento

Custos de implantação e manutenção, sobrevivência e crescimento inicial, efeito da abertura do dossel no estabelecimento.

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